Harley-Davidson planeja lançar moto elétrica no Brasil em 2020
Com zunido que lembra jato de avião, LiveWire custa US$ 29.799 nos Estados Unidos. G1 mostra detalhes do modelo que faz de 0 a 100 km/h em 3 segundos.
Por Rafael Miotto, G1 — Portland (EUA) – o jornalista viajou a convite da Harley-Davidson

Veja como é a primeira moto elétrica da Harley-Davidson
O famoso barulho das motos Harley-Davidson mudará a partir do próximo mês quando o primeiro modelo elétrico de sua história, a LiveWire, começará a ser vendido nos Estados Unidos.
Nesta semana, a cidade de Portland foi escolhida para a apresentação mundial do modelo. O G1 acompanha o evento nos EUA e, em breve, dará as primeiras impressões da moto.
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Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
O Brasil poderá ser um destino futuro. “O plano é lançar no Brasil no próximo ano, mas isso ainda vai depender da criação de uma estrutura para a recarga de veículos elétricos e também a preparação de nossas concessionárias para atender este produto”, disse Flávio Villaça, gerente de marketing da Harley-Davidson no país.
De acordo com o executivo, o trabalho junto à rede deve começar em breve.
Diferente do segmento de carros, ainda não existe uma grande fabricante de motos que tenha investido pesado nas motos elétricas.
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Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
Entre as marcas de destaque, está a americana Zero, que já atua há mais de uma década no mercado. Outras start-ups tentam impulsionar o setor e, dentro das marcas mais conhecidas, apenas a BMW possui um modelo de mais apelo: o scooter C-Evolution, que não é vendido no Brasil.
No ano passado, a Honda apresentou versões híbridas e elétricas do PCX no Japão.
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Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
Mais motos elétricas da Harley
Cinco anos após sua revelação ao público ainda como protótipo, a LiveWire finalmente chegará às lojas. O período foi utilizado para aprimorar o modelo em relação ao visto em 2014, que o G1 também testou.
Nos próximos anos, a marca promete lançar novas motos elétricas, inclusive já revelou conceitos de scooter e bicicleta elétricos. Além de investir em modelo movidos à eletricidade, a Harley atuará também em novos segmentos, como o das aventureiras, e de baixas cilindradas.
A empresa não esconde que busca novos horizontes em seus produtos para atrair mais clientes, de diferentes tipos. Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas da Harley-Davidson caíram 3,8% em todo o mundo.
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Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
Qual o preço?
Nos Estados Unidos, a LiveWire começa a ser vendida no mês que vem, por US$ 29.799. Convertido para a moeda brasileira, sem adição de impostos e custos de frete, o valor seria equivalente a R$ 112 mil na cotação atual. A expectativa é que o modelo custe em torno de R$ 120 mil no Brasil.
Por enquanto, além dos EUA, apenas Canadá e a Europa devem receber a moto ainda em 2019. De acordo com a Harley, a “disponibilidade global” está planejada para acontecer até 2021.
Qual a potência?
A LiveWire tem motor de 105 cavalos de potência. Como a entrega da força em motos elétricas é praticamente instantânea, ela faz de 0 a 100 km/h em 3 segundos. Essa aceleração é equivalente à de uma Ferrari F8 Tributo, que faz de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos.
A energia levada do motor elétrico até a roda traseira, por meio de uma correia, rende 11,83 kgfm de torque instantâneos. Pela propulsão elétrica, o modelo não possui câmbio e nem embreagem.
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Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
Quanto dura a carga?
De acordo com a montadora, a bateria faz a moto rodar até 235 quilômetros em percursos urbanos. Em uso misto, com ciclos urbanos e rodoviários, a moto pode rodar cerca de 152 km.
Para recarregar, a bateria leva 40 minutos para receber 80% da carga e o total de 60 minutos para chegar até 100% no sistema de recarga rápida. O freio motor da moto também possui sistema regenerativo da energia.
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Fonte: Harley-Davidson LiveWire — Foto: Rafael Miotto/G1
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